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Um espaço onde quem lidera é o mercado financeiro. Aqui encontras a minha opinião, mas a tua também é bem-vinda, partilha-a.

sábado, 19 de setembro de 2015

Dilema NOS


A NOS tem demonstrado ser o cartão de visita do nosso PSI20 entre os investidores. Outros títulos tentaram manter o mesmo nível mas acabaram por ceder nos últimos meses face à instabilidade que tem vindo a conquistar os mercados. Se muitas empresas podiam gabar-se  pelo seu desempenho gerado no inicio do ano, hoje apresentam-se desgastadas, numa luta constante para reconquistar a confiança do mercado e investidores, enquanto a NOS manteve sempre um brilho ímpar.

Estará a NOS, nos dias de hoje, com o mesmo nível dos últimos meses?

Hoje não considero que esteja com o mesmo nível de força. Algo até normal pela subida que tem vindo a realizar mesmo em períodos difíceis, em contra ciclo com as restantes cotadas do PSI20.

O título começa a apresentar um certo desvio na sua dinâmica, contrariando o sentido a que acostumou os investidores. Um factor de preocupação? Para já não é, mas um sinal de alerta é com certeza para alguns investidores.

Gráfico diário da NOS


 Que sinais podem demonstrar uma mudança de comportamento dos investidores na NOS?

De momento são poucos os sinais que podem sustentar a minha perspectiva, no entanto já começam a aparecer no gráfico de forma tímida, algo normal para um momento de distribuição e não tanto para considerar uma mudança da sua dinâmica de mercado ascendente.

Sinais presentes no gráfico;

  • Rompimento de forma mais sustentada da linha de tendência ascendente de médio prazo;
  • Formação de uma linha de tendência descendente de curto prazo, com uma tentativa de rompimento sem sucesso no dia 16 de Setembro;
  • (para utilizadores de médias móveis) Cruzamento em baixa das médias móveis exponenciais de 17 e 34 períodos, algo que já não acontecia desde Novembro de 2014, quando deram sinal de compra;
  • (para utilizadores de médias moveis) Retest às médias móveis exponenciais por duas vezes sem conseguir voltar a negociar sobre as mesmas;
  • Rompimento da LTA no dia 24 de Agosto com volume e novamente na mesma área, resposta de pressão vendedora com um volume muito semelhante;
  • Ausência de força compradora no retest à área de 7€ por acção, com sessões pouco expressivas.

A leitura destes sinais levam-me a considerar que os investidores da NOS se encontram a realizar mais valias de forma parcial das suas posições, acabando por desequilibrar o movimento ascendente do titulo e permitindo que novos investidores considerem a possibilidade de vir shortar o título (se é que já não estejam a fazê-lo de forma tímida), deixando os recentes investidores que compraram acções da NOS no presente mês um pouco expostos ao mercado.


Será certamente uma semana importante para o título e seus investidores (de curto prazo): saber o rumo da acção, já que tem um suporte próximo a 6.83€ e ao mesmo tempo tem criado uma linha de tendência descendente micro. Um dilema que convém ser resolvido brevemente.


Bons investimentos!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sedentarismo: não obrigado. Eu quero uma “mente sã em corpo são”


De um modo geral, os empregos actuais exigem que os trabalhadores tenham uma vida muito sedentária, que passem várias horas sentados e quando se levantam não dão mais do que meia dúzia de passos até voltarem ao seu lugar. Por outro lado, exigem também um desgaste psíquico, já que todo o esforço é mental, cansando igualmente as pessoas. No final do dia é natural que não tenham vontade nem se sintam com energia suficiente para fazer qualquer tipo de actividade física como forma de contrabalançar, e assim rendem-se ao sofá, à cama ou a qualquer outro lugar ou posição que lhes proporcione uma sensação de relativo conforto e descanso. E assim entra o sedentarismo na nossa vida, tão prejudicial à nossa saúde física e consequentemente psicológica, já que depois não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
O sedentarismo é um dos factores de risco associado a doenças como a hipertensão, doenças respiratórias crónicas e distúrbios cardíacos, obesidade, perda de flexibilidade articular e hipotrofia muscular, entre outras. Todos devemos estar alerta para combater esta realidade e não sermos apanhados nesta teia que se alastra a par com a evolução da tecnologia.
O trader é um alvo fácil para o sedentarismo.A quantidade de horas que passa sentado em frente ao computador, a tensão que sofre quando os resultados não são os esperados alimentam este problema sem se dar conta. Por isso (e aqui entra novamente a imprescindível auto-disciplina) é aconselhável que o trader (bem como todas as pessoas pouco adeptas do exercício físico) estipule um horário, organize o seu dia, a sua semana, de modo a que tenha tempo para trabalhar, certo, mas também para espairecer, para se “desligar” mentalmente, se movimentar, para estar com amigos, com a família, para passear, para relaxar, para fazer algo que goste e se distrair, para fazer exercício físico. O lazer complementa o trabalho, na medida em que o equilíbrio entre o bem estar emocional e físico vai ajudar no desempenho laboral. A frase não é minha mas é bem conhecida de todos, embora muitos não façam dela o seu estandarte: “Mente sã em corpo são”. O sedentarismo não nos conduz a um corpo são. E a preguiça também não, por isso há que os combater. É urgente querer mudar o nosso estilo de vida e incentivar o outro a fazê-lo também. Se não quisermos e se não nos ajudar-mos continuaremos cada vez mais encarcerados no sedentarismo.

Ainda vamos a tempo de mudar.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Música: aliada ou inimiga do trading?


Umas vezes mais alta e ruidosa, outras mais suave e melodiosa, outras ainda mais natural com o som da natureza, da água em movimento ou do chilrear dos passarinhos. Os estilos são variados, há para todos os gostos e sempre tão presente nas nossas vidas! Tanto, que muitas vezes a ignoramos. Outras não, e quando damos conta, estamos a trautear ou apenas a marcar o ritmo com o pé. Falo de uma poderosa aliada que podemos ter em alguns locais de trabalho: a música. Para defini-la podemos usar estas, entre outras palavras: estimulo, entretenimento, arte, terapia, companhia... Na verdade, é tudo isto e muito mais, e os seus benefícios inquestionáveis. Destacamos que induz ao movimento, melhora a comunicação, cria vínculos, ameniza a dor, acalma, fortalece a memória, promove o autoconhecimento bem como a resistência à rotina. E o melhor disto tudo é que não tem contra-indicações, podendo ser “receitada” e “administrada” desde a gestação até ao termo da nossa existência. Sim, corre-se o risco de viciar, mas não é grave, bem pelo contrário, é um agradável vício.
Infelizmente para uns, nem todos os locais de trabalho e entidades empregadoras permitem a sua presença, mas ainda há excepções! Mas eis que se nos apresenta um dilema: que tipo de música?! Para uns, a música clássica ou a música instrumental, são uma óptima opção pela ausência de palavras, pois assim não interferem no raciocínio. No entanto nem tudo é assim tão linear. A música é alvo de incontáveis estudos ao longo dos anos. Uns revelam as suas potencialidades e vantagens e demonstram que trabalhar ao som de música torna o trabalhador mais activo, mais concentrado, mais satisfeito, mais produtivo. Depois, há os que contrapõem e que defendem que as músicas (em particular as favoritas), apesar de aumentarem a motivação, desviam a atenção aquando da realização de tarefas e/ou desconcentram na redacção de textos e documentos. Mais, vão mais longe ,  são mais específicos e referenciam ainda que um cirurgião estará menos alerta a pormenores importantes durante uma cirurgia e que os condutores que cantam enquanto conduzem têm a sua capacidade de reacção reduzida.

Seja como for, as diferenças entre os indivíduos passam também pelos níveis de concentração destes: o que distrai uns, concentra e estimula outros. Portanto, cabe a cada um conhecer-se a si e aos seus próprios métodos de trabalho, perceber a fórmula mais eficaz para aliar concentração a melhor desempenho. E isto vale para todos os profissionais. Cada um deve ser e sentir-se feliz no que faz, com ou sem música. Traders, deixem-se envolver pela harmonia dos sons sem nunca negligênciar as “leis” e o rigor do trading. O profissionalismo vale muito.

Keep Calm and let's go



Pois é, como tudo o que é bom acaba depressa, o tempo pelo qual tanto ansiavamos chegou ao fim e cá estamos nós de volta ao trabalho. Para a maioria das pessoas as férias já lá vão e é preciso retomar a rotina e/ou readaptar horários e lugares. Depois do relax que normalmente as férias proporcionam, é tempo de também voltar ao trading. Os mercados não páram. Não pararam. É hora de recomeçar, reconhecer, analisar, perceber o que mudou e porque mudou para depois aprender, avaliar e comentar. Por muito que nos sintamos revigorados, não devemos depositar toda a nossa energia no primeiro dia de trabalho. Esse, é apenas o primeiro de tantos outros que se seguirão e que igualmente clamarão pela mesma garra. Por isso, keep calm. O ditado é antigo mas adequa-se: “A pressa é inimiga da perfeição”. Logo se é para fazer, que o façamos bem feito.


Bom recomeço.
terça-feira, 15 de setembro de 2015

Senhor Especulador apresento-lhe a Pharol


Há muito tempo que Pharol deixou as "luzes da ribalta". Contudo, ainda persiste neste pequeno grupo intitulado PSI20, mesmo depois de ter entregue o dote e o nome de família. E nem as
estratégias de marketing e a mudança de nome apagam ou diluem o seu passado. E o mercado também não esquece.

Apesar da situação politico-económica que o Brasil enfrenta, do estado da OI e do dote que a Pharol já não tem, a luz do "farol" começa timidamente a romper o nevoeiro cerrado que a envolveu até então.

A porta para o investidor com perfil especulador foi, no meu entender, finalmente aberta com a sessão de hoje ao valorizar 12.75% com forte volume no rompimento da linha de tendência descendente (LTD). Este acontecimento veio aumentar a probabilidade da Pharol poder vir a realizar novos movimentos ascendentes nos próximos dias. É certo? Não.

Gráfico diário Pharol

Argumentos a favor do movimento ascendente especulativo;

  • Rompimento da linha de tendência descendente com vela sólida;
  • Volume a acompanhar o rompimento;
  • O titulo estabilizou na área de 0.24€ por acção por um período mais amplo do que o costume nesta dinâmica de mercado descendente;
  • Inicio de um pequeno topo e fundo ascendente com o rompimento de 0.266€;
  • Possui um intervalo de 9% até à sua próxima resistência de curto prazo;
  • Segunda resistência encontra-se a 34% (sendo um cenário menos provável por enquanto, pois necessitaria de tempo e uma retoma de optimismo por parte do mercado no geral);
  • Um título com liquidez.
  A Pharol pode e deve ser um título a ser considerado, neste momento, sem interesse por muitos, sobretudo pequenos investidores, porque não possui em termos técnicos uma mudança de tendência consistente que se revele como o ponto de viragem do título. 


Bons investimentos!

sábado, 4 de julho de 2015

Estás em forma BPI? É hora de o mostrares!

Qualquer atleta sabe o quanto é importante manter a forma física e psicológica, sempre em sintonia, para ter progressos e atingir os objectivos delineados. Esta analogia bem se pode aplicar ao BPI no momento actual! O jogo " CaixaBank, Violas, Santos" que chegou recentemente ao fim, marcou o rumo descendente do título deixando muitos investidores  perdidos pelo seu caminho.

A falta de preparação do BPI  vai exigir um esforço adicional, caso queira voltar a estar em forma nas próximas semanas.

O título encontra-se  a cotar ao valor do momento em que foi divulgada a intenção da Oferta de Aquisição Pública (OPA) pelo grupo espanhol e com o desfecho da OPA, assumiu uma dinâmica descendente e rapidamente fechou o Gap.

Praticamente voltamos à estaca zero! O BPI encontra-se num período difícil, a exigir um esforço adicional para que não venha a consumir toda a valorização que obteve em 2015 e evitar voltar a cotar na área de 0.76€ por acção. O título necessita de mostrar boa forma física (isto é, uma estrutura de mercado mais sólida) e redefinir os seus objectivos já que de momento está tudo muito enevoado.  

Gráfico diário BPI

A falta de dinâmica ascendente do BPI actualmente leva-nos inevitavelmente a analisar o seu passado.


Quando as coisas estão mais difíceis, com pouca percepção, o melhor mesmo é alargar o enfoque e passar por analisar o gráfico semanal e assim diminuir algum ruído.

Gráfico semanal BPI

  • O título vem com uma tendência descendente de longo prazo;
  • Iniciou uma dinâmica ascendente mais promissora em 2012, movimento esse que no final de 2014 encontrou dificuldades em evoluir para novos patamares, sem todavia vencer o topo anterior a 2.437€ registado em Agosto de 2009, deixando no ar cada vez mais a impressão de ser apenas um movimento correctivo normal após um longo período numa dinâmica descendente. 
  • Quebra linha tendência ascendente ( LTA ) com recuperação rápida em forma de retest, todavia sem conseguir ultrapassar 1.552€ por acção;
  • Ponto de referência actual do BPI encontra-se na área 0.75€.
Muita coisa pode acontecer nas próximas semanas, no entanto para os investidores de longo prazo o enfoque poderá estar para já em duas áreas 0.74€ e 1.552€.

O que esperar do BPI ?

  • Na pior das hipóteses - a médio prazo - um título vencido pela pressão vendedora, obrigando a cotação a ir para intervalo 0.50€ a 0.60€ por acção;
  • Numa perspectiva neutra, o título começar a ter um comportamento indefinido num intervalo de 0.97€ a 1.088€;
  • Uma perspectiva positiva de curto prazo seria o BPI realizar rapidamente um pivôt de alta e rompimento na área 0.97€ a 1.12€. Este cenário permitiria manter alguma esperança nos investidores quanto ao título para uma hipotética ida aos 1.25€ a 1.30€por acção;
  • O cenário ideal para curto, médio e longo prazo para o BPI seria começar na área actual a 0.95€ com a formação de topos e fundos ascendentes com volume. Isto permitiria aumentar a probabilidade de os 1.552€ ser um objectivo novamente atingível a curto prazo.
Independentemente do desfecho da Grécia, da especulação em torno da fusão BCP e BPI, uma coisa parece certa: a vida do BPI não está fácil. Um misto de incerteza e indefinição envolvem o título, e por isso mesmo, há que aguardar pacientemente por sinais que potenciem uma mudança ou figuras de reversão de tendência.

Bons investimentos!
domingo, 28 de junho de 2015

Altri à espera de melhores dias

Após um período de seis meses numa dinâmica de mercado ascendente patrocinada pelos investidores levando a valorizar mais de 120%, a Altri mudou de humor no principio da primavera, e continua inalterado com o início do verão, um título que apresenta cada vez mais a falta de consenso entre os investidores.

Poderá esta consolidação da Altri ser uma oportunidade?


Não. Pelos menos na minha óptica ainda é cedo para voltar a pensar na Altri enquanto não apresentar melhor definição fora do movimento lateral entre 3.75€ e 3.266€. O título encontra-se a dar sinais de fraqueza, permitindo apenas aos investidores de médio-longo prazo administrar as suas posições.

Altri com sinais de Fraqueza?

Sim. É o que Altri apresenta de momento no gráfico diário.

  • Quebra da linha tendência ascendente (LTA);
  • Inicio ZigZag descendente;
  • Médias móveis exponencial deu sinal de venda e o preço negociado abaixo das mesmas sem conseguir até ao momento voltar a negociar acima das Ema´s;
  • Movimentos rápidos nas correcções e pouca definição nos períodos ascendentes.



Aguardar por sinais mais claros seria o melhor a ter em consideração na Altri. 

Sinais tipo;
  • espera que o título construa uma nova dinâmica de mercado ascendente de curto prazo;
  • ZigZag ascendente (topos e fundos ascendentes);
  • espera que o preço volte a negociar acima das Ema´s 17 ou 34 períodos (caso utilize na sua estratégia este indicador);
  • movimento ascendente acompanhado com forte volume.
Estes poderiam ser alguns dos sinais que permitiriam aos investidores acreditar na possibilidade da Altri voltar novamente a testar a área dos 4.20€ ou até mesmo realizar algo mais.

Bons investimentos!


segunda-feira, 25 de maio de 2015

O dinheiro continua a fugir da Mota-Engil

A Mota-Engil tem conseguido novos contratos de muitos milhões de euros pelo mundo fora. São diversas as vitórias, mas com aparente sabor amargo, uma vez que estas noticias têm tido pouco (ou mesmo nenhum) impacto favorável na cotação. A cada dia que passa, o título revela cada vez mais a incapacidade de criar argumentos de reversão capazes de reter os investidores e, a consequência disso, é o dinheiro continuar a fugir da Mota-Engil.

Em termos de analise técnica o que é que a Mota-Engil apresenta?


Actualmente, tudo aponta para que o título venha visitar a área de 2.40€ por acção, ainda sem qualquer definição de reversão da sua dinâmica de mercado descendente de curto prazo após quebra em baixa de área de 3.354€ em 16 de Abril. A Mota-Engil passou a apresentar-se como um título vencido, envolvendo os investidores num sentimento vendedor ainda sem sinais animadores.

Gráfico diário da Mota-Engil

Não existe uma perspectiva mais positiva para a Mota-Engil?


Consideraria apenas essa perspectiva caso o título viesse a negociar acima 3.105€ por acção de forma consistente e rápida, sem margem de dúvidas, de força compradora. Actualmente a possível ida  à área 2.40€ é o cenário mais positivo/neutro que tenho sobre o título a curto prazo.

Resta esperar pacientemente pelos sinais de reversão, administrando a posição conforme o vosso plano de trading, caso sejam detentores de títulos, para que o dinheiro não fuja também da vossa carteira.

Bons investimentos!