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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sedentarismo: não obrigado. Eu quero uma “mente sã em corpo são”


De um modo geral, os empregos actuais exigem que os trabalhadores tenham uma vida muito sedentária, que passem várias horas sentados e quando se levantam não dão mais do que meia dúzia de passos até voltarem ao seu lugar. Por outro lado, exigem também um desgaste psíquico, já que todo o esforço é mental, cansando igualmente as pessoas. No final do dia é natural que não tenham vontade nem se sintam com energia suficiente para fazer qualquer tipo de actividade física como forma de contrabalançar, e assim rendem-se ao sofá, à cama ou a qualquer outro lugar ou posição que lhes proporcione uma sensação de relativo conforto e descanso. E assim entra o sedentarismo na nossa vida, tão prejudicial à nossa saúde física e consequentemente psicológica, já que depois não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
O sedentarismo é um dos factores de risco associado a doenças como a hipertensão, doenças respiratórias crónicas e distúrbios cardíacos, obesidade, perda de flexibilidade articular e hipotrofia muscular, entre outras. Todos devemos estar alerta para combater esta realidade e não sermos apanhados nesta teia que se alastra a par com a evolução da tecnologia.
O trader é um alvo fácil para o sedentarismo.A quantidade de horas que passa sentado em frente ao computador, a tensão que sofre quando os resultados não são os esperados alimentam este problema sem se dar conta. Por isso (e aqui entra novamente a imprescindível auto-disciplina) é aconselhável que o trader (bem como todas as pessoas pouco adeptas do exercício físico) estipule um horário, organize o seu dia, a sua semana, de modo a que tenha tempo para trabalhar, certo, mas também para espairecer, para se “desligar” mentalmente, se movimentar, para estar com amigos, com a família, para passear, para relaxar, para fazer algo que goste e se distrair, para fazer exercício físico. O lazer complementa o trabalho, na medida em que o equilíbrio entre o bem estar emocional e físico vai ajudar no desempenho laboral. A frase não é minha mas é bem conhecida de todos, embora muitos não façam dela o seu estandarte: “Mente sã em corpo são”. O sedentarismo não nos conduz a um corpo são. E a preguiça também não, por isso há que os combater. É urgente querer mudar o nosso estilo de vida e incentivar o outro a fazê-lo também. Se não quisermos e se não nos ajudar-mos continuaremos cada vez mais encarcerados no sedentarismo.

Ainda vamos a tempo de mudar.
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