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terça-feira, 1 de maio de 2018

Gostaria de investir em acções, mas não sei por onde começar?

Um certo dia, um jovem cheio de energia e de sonhos, decidiu comprar um bilhete de comboio e embarcar naquela que seria simultaneamente uma aventura e a viagem da sua vida. O destino: a capital. Esse lugar por si desconhecido exercia nele um fascínio inexplicável, pelo que lia, pelo que ouvia dizer as pessoas, pelas imagens que via e criava. Na sua imaginação a capital era "O Lugar": das oportunidades de trabalho e de negócios, das casas grandes e luxuosas, dos carros e motos de alta cilindrada, da cultura e organização e cultura enfim, um lugar de sucesso onde tudo parecia perfeito.

Num misto de nervosismo e excitação esqueceu-se de questionar sobre a duração da viagem e o bilhete também não tinha essa informação. "Posso sempre perguntar ao revisor quando passar". pensou.
O tempo foi passando e para grande admiração do jovem, o comboio não fazia paragens em nenhumas estações e consequentemente ninguém entrava ou saia. E do revisor nem sinal.
Sem ter com quem falar ou sequer trocar impressões, ainda que banais, restava-lhe apreciar a paisagem pela janela, a beleza do entardecer e saborear a tranquilidade que o silêncio lhe proporcionava.
O abrandamento do comboio fê-lo despertar dos seus pensamentos. O seu estômago contraiu-se. Disse para consigo: "Cheguei! Eu consegui." Ao sair da carruagem e ao pisar solo citadino sentiu-se realizado, mas a felicidade que sentia foi subitamente assombrada: "E agora?". Era quase noite, o lugar desconhecido, os transeuntes estranhos e o jovem sem roteiro ou destino.
Após um rápido reconhecimento visual à área circundante, e ainda indeciso, ouviu vozes e deixou-se levar até elas. Parou diante de um majestoso edifício, que apesar da hora, tinha a porta aberta.
Na esperança de ali encontrar as respostas que pretendia, subiu os três degraus da entrada e lentamente percorreu o corredor que o levava até às tais vozes que ouvia.
Outra porta. As vozes cessaram e deu por si numa sala onde um senhor de cabelo grisalho, de costas voltadas para a porta, pintava uma tela de grandes dimensões. Sem se voltar, o senhor convidou o jovem a entrar. Por sua vez, este começou a justificar-se, atropelando as poucas palavras e esforçando-se para que fosse credível. A dado o momento o pintor indicou-lhe a direcção da cozinha onde poderia encontrar comida acabada de fazer. E deduzindo que não teria onde dormir e que estava cansado ofereceu-lhe o sofá para pernoitar.
Sensibilizado com a atitude daquele desconhecido, e como não estava em posição de recusar  qualquer ajuda, aceitou de bom grado. Durante e após a refeição, o jovem, sempre observador, reparou que aquele espaço tinha muito poucas peças de mobiliário comparativamente com uma casa comum e que, em oposição a isso, havia quadros empilhados e distribuídos por todo o lado.
Interiormente justificou tal facto como aquele sendo somente um local de trabalho. Ao sentir o regresso do seu "hóspede" e sem desviar o olhar da tela, o pintor discursou sobre a cidade, a localização daquele espaço/atelier, locais a visitar, melhores trajectos, bem como o alertou para a inexistência de transportes públicos naquela rua.
O jovem esforçou-se para absorver toda a informação oferecida. Com esta, foi-lhe ainda dito onde encontraria um mapa, algo que lhe seria muito útil. O jovem sentiu-se afortunado e grato por toda aquela oportunidade, pelo ambiente, conforto (emocional) e pela imediata empatia que estabeleceu com o artista.
Entregue aos seus pensamentos, nem reparou que o senhor de cabelos grisalhos deixara de pintar e o fixava. Quando se apercebeu ficou atrapalhado e envergonhado, não queria de todo parecer ingrato.
Com um ténue sorriso e um ligeiro brilho no olhar, o pintor desafia o jovem: "Queres pintar?
Tens todo o material de que precisas: telas, pincéis, cavalete... aproveita, usufrui e relaxa."
O jovem sentiu-se instigado mas perdido. O que lhe estavam a propor era óptimo, algo que nunca pensou em fazer, mas daí a ousar experimentar... O que pintaria? E quem seria afinal aquele homem, que não o conhecendo o acolheu e ainda lhe disponibilizou a matéria prima do seu trabalho? Ainda muito hesitante, escolheu uma tela, colocou-a lentamente no cavalete e sentou-se no pequeno banco de madeira. "Seria ele também capaz de criar quadros de tamanha beleza?" pensava.
Arriscou. E a tela ganhava forma a cada pincelada, a cada cor quando, num infeliz descuido, a deixou cair no chão e a estragou. Ficou desesperado, envergonhado, chateado consigo quer pela negligência quer pelo desperdício de recursos. Contrapondo esta atitude, o pintor permanecia imperturbável e incentivava-o a recomeçar.
Espantado pela ausência de qualquer repreensão ou expressão de desagrado, o rapaz recusou-se a pegar noutra tela. E esteve assim durante alguns minutos, mas não resistiu e, cedendo à tentação, pegou noutra tela. E novamente as cores a preenchiam. Desta vez era uma paisagem e estava a gostar do resultado, mas a inexperiência fez com que a tentativa de realçar as árvores tivesse um desfecho desastroso. Aborrecido, trocou aquela tela por outra nova e entregou-se novamente à magia de criar. E assim esteve algumas horas, numa busca incessante da obra perfeita, sem sucesso, mas cada vez com mais vontade de a alcançar. De repente... era a última tela disponível, a última tentativa para realizar o seu inesperado desejo: criar um presente para aquele homem, pela hospitalidade e  por tudo o que estava a fazer por ele. Com afinco e pinceladas, cores e ideias bem definidas, eis que alcançou o seu objectivo. Estava tão cansado devido à intensidade do dia que, enquanto apreciava a sua obra, recostado no sofá, adormeceu. Horas depois, quando acordou com a forte luz que atravessava as largas janelas daquele lugar, os seus olhos encontraram o seu quadro e sorriu: estava como pretendia.
Mas havia ali mais qualquer coisa, um bilhete. Levantou-se e leu "Acredito que esta tela seja importante para ti, pois vi o quanto te dedicaste. Tomei a liberdade de pegar nas tuas telas anteriores    e de as colocar por ordem na parede, junto ao meu quadro. Regresso brevemente. Ate lá, fica à vontade".
Olhou em redor, percebeu que estava sozinho. Todos os quadros ganharam uma beleza sem igual com a incidência da luz solar neles. Aproximou-se do quadro do seu mestre que estava envolto de um pano. Procurou os seus quadros, mas infrutíferamente. Até que um quadro lhe chamou particularmente a atenção, parecia um puzzle, mas incompleto. Instintivamente, pegou no "quadro perfeito" e pendurou-o no canto vazio. Afastou-se para apreciar melhor e ficou surpreendido. Aquelas eram mesmo as suas telas e juntas compunham uma obra da qual se orgulhava.
Como o senhor de cabelo grisalho não aparecia e a curiosidade relativamente à tela coberta pelo pano negro aumentava, não resistiu e pô-la a descoberto.
O jovem petrificou. Como era possível?! A imagem das suas várias telas era a mesma que estava concentrada numa só tela, a do seu mestre. Tal situação agitou bastante o rapaz que se movia freneticamente tentando encontrar um fio condutor, uma justificação lógica para o sucedido.
A demora do enigmático pintor possibilitou uma análise e observação mais atenta das obras.
Eram-lhe tão familiares! Remexeu em alguns e assustou-se com um em particular. Nele estava retratada a sua família. A surpresa fê-lo recuar, tropeçar, desequilibrar-se e cair no chão.
Ouviu vozes. Ouviu motores de carros. Devagar abriu os olhos . Olhou à sua volta e ficou baralhado. Afinal o que fazia naquele jardim? E o atelier? Os quadros? Não podia ter sido só um sonho, as imagens daquele lugar eram demasiados fortes, familiares e estavam bem presentes na sua cabeça. Ainda assim, reuniu forças, levantou-se e iniciou a sua caminhada.

Na sociedade actual, o tempo para a reflexão parece distorcido, escasso, até mesmo inacessível.
O ser humano tem sido submetido a estímulos que promovem impulsividade de diversos tipos.
Seja o inicio pelos mercados de acções  ou em qualquer outro projecto é essencial perceber o mais aproximadamente as motivações, os objectivos e as consequências que daí podem advir.
O inicio está em ti!
sexta-feira, 6 de abril de 2018

O sucesso mais perto, quando "os" dominares

Na vida, como nos investimentos, existem processos necessários que nos ajudam a evoluir. Raramente os caminhos são direitos, claros e precisos. Durante o percurso existem obstáculos pessoais, ou não, mas quando a experiência é devidamente aproveitada, promove evolução. 

Reconhecer as fragilidades não é sinónimo de fraqueza e sim de força, de vontade de mudança, crescimento. No trading, o investidor quando possui poucos recursos na sua "mochila" é exposto a um maior número de experiências que o afastam do seu objectivo.


O mercado financeiro promove diariamente múltiplas oportunidades em diversos instrumentos financeiros, seja em Acções, Futuros, Forex, etc, bem como nos diversos espaços temporais, ao gosto e consoante o perfil de cada um. O trader é assim exposto a um caldeirão de personalidades e as armadilhas aparecem.
Quando "os" dominares, o caminho terá outra direcção.
Cada ponto que conseguires conquistar, ajudar-te-á a percorrer um melhor trilho na bolsa de valores.

Posições irreflectidas:

A quantidade de operações não é sinonimo de impulsividade, isto quando a operação surge após uma leitura do mercado e congruente com a estratégia previamente definida e testada.

Cuidado quando o click surge após outro e assim sucessivamente. O investidor entra em modo "visão de falcão" a cada movimento desperta atenção, e tudo servirá como pretexto de oportunidade de investimento. Porque "subiu ou desceu", porque "perdi e tinha razão" , "agora vou recuperar", e a lista dos motivos é extensa e por vezes incompreensível aos outros. A mente do investidor fica demasiado absorvida, tensa e em conflito, afastando a sua racionalidade. Ai o interruptor volta a ligar-se quando verifica que a perda monetária atingiu um valor elevado face ao seu capital, ou a constatação que o mesmo deixou de existir (em casos de contas de menores dimensões).
Não te deixes apanhar por trades impulsivos.

Posições emocionais:

Este item pode "andar de mão dada" com as posições impulsivas, na maioria dos casos existe uma forte correlação com o gatilho.
O investidor, como ser humano, acaba por desenvolver paixões por um determinado título. Os argumentos deixaram de existir, e a propensão para continuar no mesmo permanece, e ouve-se a expressão "fica para os netos". Essas posições emocionais, até se poderiam categorizar como ligeiras, comparativamente com as seguintes.
O investidor não é uma máquina, literalmente falando. Ele, bem como as máquinas, necessitam de determinadas condições para o seu devido desempenho, tais como o ambiente, actualizações, "manutenção", etc. Uma simples pergunta antes de começar o dia de trading pode contribuir para um  melhor desempenho como trader, em busca da disciplina.

Como me sinto?
Só o facto de se questionar já implica tomada de consciência. O resultado dessa reflexão pode não só ajudar o investidor a operar (ou não), mas também a diminuir a percentagem de exposição em cada posição, ou fazer uma pausa até o equilíbrio voltar. O trader é um ser humano e como tal, é exposto a diversas situações que podem influenciar o seu "eu", ou por outras palavras, o seu estado de espírito. Pode ser uma situação familiar, discussão, insatisfação com algo, falta de descanso, etc. A falta de reflexão sobre o seu estado emocional pode trazer alguns dissabores. 
O investidor pode estar motivado para encontrar oportunidades, numa busca de rentabilizar o seu capital, mas durante a sessão e num estado alterado, o seu foco não está lá. A estratégia deixa de ser cumprida na íntegra e os erros aparecem.
Com eles surge um leque de emoções, incluindo a dor, tanto pela perda de capital, como por um diálogo interno nada positivo. Neste ambiente contraproducente é fácil o investidor saltar para as posições impulsivas, uma união nada produtiva. Um turbilhão perfeito para o fracasso, por isso, vigia-te.

Nesta época há uma palavra que será repetida milhões de vezes pelo mundo inteiro:"ressuscitou" terá maior ou menor importância conforme cada individuo. Desejo que possas "voltar a nascer", como pessoa e investidor durante estes dias (e não só) que esse renascimento te aproxime do teu caminho de sucesso.

Boa reflexão! E continuação de uma boa Páscoa.
domingo, 17 de dezembro de 2017

"Desta vez será diferente"

A tecnologia leva o ser humano para um caminho de novos desafios sociais. Algo notório e a cada dia que nos disponibilizamos a observar o nosso meio, mais evidente. Numa medida equilibrada, é uma ferramenta de grande impacto. Algumas das suas muitas vantagens é a capacidade de encurtar a distância e permitir diálogos com pessoas que, de outra forma seria quase impossível termos o privilégio de conhecer. E é assim que surge o tema "espero pela confirmação, da confirmação, das confirmações".

Voltar ao mercado, após um período de ausência...

Um trader costuma passar por experiências bem peculiares quando decide entrar neste mar imenso ao qual chamamos mercado financeiro. Experiências essas que fazem estremecer o investidor, que provocam cargas negativas (para além de perdas financeiras) quando pouco ou nada extraímos desses eventos. 

Quantos já nem ousam olhar para a bolsa de valores e continuam sem transformar essa passagem numa experiência mais enriquecedora para o seu "eu"! 

Paralelamente, outros investidores após uma análise individual e um período de ausência - até que a sua confiança volte a reerguer (e não só) - voltam e encontram novos desafios. Seja por medo, falta de experiência ou perfeccionismo, cada posição tomada desencadeia um nervosismo ampliado e a todo o custa se tenta minimizar danos, evitar erros e perdas que, por sua vez podem originar estados mais ou menos graves de frustração. Aprender, cair e voltar a levantar é inerente à evolução do humano.

"Agora será diferente!" Aprende-se com os erros, cria-se uma estratégia e eventualmente muda-se o instrumento financeiro, para uma maior sintonia com o perfil do investidor. Uma maior consciência do que se pretende vai fortalecendo a auto-confiança.

É frequente o trader neste novo regresso sentir necessidade de esperar pela confirmação, da confirmação, das confirmações, em busca do trade perfeito. É frequente inclusive travar-se na hora de se posicionar no mercado, envolvendo-se num certo desapontamento. Diria até que é uma fase natural, onde muitos sentimentos, recordações e novas expectativas se misturam e se complementam. Pouco a pouco dissipar-se-ão com o tempo. O facto de reconhecer e partilhar essa consciência já é por si só, um acto de evolução como trader.

Algumas perguntas que te podem ajudar :

Qual é o teu estado emocional nesses dias?
O que acontece se não operares nesses dias?
Como podes aproveitar esses momentos para teu crescimento?
De que necessita a tua estratégia para ser ainda melhor?
Como podes melhorar a confiança na hora de investir? 

Boa caminhada! Ao teu sucesso!
sábado, 6 de maio de 2017

Persistência no trading não é requisito, é obrigação

São associadas aos traders inúmeras características de sucesso e uma delas é passar o dia inteiro a clicar no rato, a introduzir ordens no mercado. Ao registar aproximadamente três dúzias de ordens num dia começam, dada a sua persistência, a reputarem-se como um trader a caminho do sucesso. Uma verdade absoluta, não é assim? Claro que não!

O trading requer de um trader, entre outros requisitos, persistência. É quase uma obrigação no sentido metafórico, porque raramente se é produtivo perante tarefas impostas. O episódio que se segue leva-nos à origem do título deste artigo "Persistência no trading não é requisito, é obrigação".

O João e o Manuel são irmãos gémeos e ambos apaixonados pelos mercados financeiros. Acordam cedo e iniciam a sua rotina. Como habitualmente, tomam o pequeno almoço, aproveitam para ir à pastelaria tomar café e aproveitam para ler o jornal com as noticias da actualidade.

O João tem um perfil mais dinâmico e prefere negociar forex e futuros. Já o Manuel, um tanto mais moderado, opta apenas por negociar acções. Retornam a casa, dirigem-se à secretária, ligam os seus computadores com três telas cada um e preparam-se para começar a analisar o mercado. Examinam as respectivas listas de oportunidades, assinaladas no dia anterior, e concluem que, face às condições do mercado, teriam dificuldade em realizar trading nas próximas horas, já que os requisitos das suas entradas estavam longe de serem preenchidas.

Assim, o Manuel desafia o seu irmão para o jogging diário. No entanto o João recusou, preferindo acompanhar o mercado financeiro. Perante a recusa do irmão, Manuel hesita, mas rapidamente decide que o melhor mesmo é aproveitar a inércia do mercado para fazer uma actividade que não só lhe traga benefícios físicos, como também o ajude a ter uma mente mais limpa na hora de investir.

A noite anterior tinha sido de chuva intensa e o dia, que estava cinzento, aparentava não ser diferente. Apesar disso, e não temendo as condições climatéricas adversas, Manuel dá inicio à sua corrida, mas opta porém, por estender o percurso em cerca de 40%, o que até então, apenas havia feito na sua imaginação.

Durante o percurso, Manuel questiona-se se teria ou não feito a escolha mais acertada. As perguntas que surgem na sua mente são tantas, tão rápidas e contraditórias que quase lhe dominam o raciocínio, ao mesmo tempo que ameaçam bloquear-lhe os movimentos. À inquietude, Manuel reage com um controle maior que o normal da sua respiração e esforça-se para se concentrar apenas nisso. Ainda que, em determinados momentos, se sentisse inseguro e frágil, mais afastado da sua zona de conforto, "desistir" não fazia parte do seu lema de vida. Mas naquele momento...
Desacelera um pouco o ritmo da corrida e, mentalmente, tal como aprendeu, procede à análise do comportamento. O que é que o estava a perturbar tanto assim? Estar sozinho? Aumentar o percurso? A iminência da chuva? Tudo junto?
Manuel preferia correr com o irmão, mas já tinha acontecido estar privado da presença dele, logo, este não devia ser um elemento perturbador. Acrescentar quilómetros ao trajecto era algo natural e que a sua boa preparação física lhe permitia que fizesse de tempos a tempos. Quanto à temperatura reconheceu que era a propícia à actividade física; antes assim que o tempo demasiado quente. O que estaria então a acontecer consigo? Porquê tanta indecisão? Por mais que se esforçasse não encontrava motivos para tamanha perturbação.
De tal forma estava absorvido pelos seus pensamentos que nem percebeu que, não só não deixou de correr, como ainda realizou sem sobressaltos o percurso inicialmente programado. Os primeiros pingos de chuva no rosto despertaram-no dos seus pensamentos e só nessa altura reparou que estava a chegar a casa. O ritmo cardíaco mais forte do que o habitual era indicador de que, além do trajecto ser maior, também a velocidade a que o fez foi superior. Ao consciencializar-se disso sentiu-se satisfeito e confiante. Com isso, todas as incertezas e inseguranças se dissiparam.
Chegava a casa. Tomou um duche rápido e quando se juntou ao João percebeu que a chuva se tinha intensificado e vinha acompanhada de trovoada. Interiormente sorriu, ao mesmo tempo que pensou "desafio superado!". João captou-lhe o sorriso e o brilho no olhar e indaga-o sobre o motivo de tão boa disposição. Apesar de não terem segredos e da gigante cumplicidade que os unia, Manuel disse apenas que tinha feito um caminho diferente, mas não pôde deixar de notar o ar entediado de João frente ao computador. Este, quando questionado, mostrou-se arrependido de não ter acompanhado o irmão.
Ao longo desse dia, nada esmoreceu a satisfação do Manuel, que contrariamente ao que era comum e para espanto de João, tentou animar o irmão com piadinhas que lhe eram pouco características.

São muitos os desafios que surgem nas nossas vidas, quer pessoais quer profissionais, e que nos levam a equacionar sair ou não da nossa zona de conforto. Uns, os mais persistentes e determinados aceitarão o desafio. Outros, manter-se-ão onde se sentem mais confortáveis, dominados por receios, comentários e atitudes derrotistas proferidas por terceiros. A vida é assim, feita de escolhas, orientada pelas Nossas escolhas, mais ou menos influenciadas pelo meio envolvente, porém igualmente válidas.
A persistência no trading deve ser presença (quase) obrigatória para quem busca resultados na bolsa.
Quando o mercado não permite ou não tem os argumentos necessários para a nossa actual estratégia, opte por "olhar para a janela, em vez de ficar concentrado apenas na porta"; quer isto dizer, fazer outras coisas, procurar outros interesses, semelhantes (pesquisa de novas estratégias para mercado lateral, revisão de setups...) ou distintos (ler um livro, dedicar-se a algo ou alguém, levar o cão a passear, jardinar...), em vez de clicar vezes sem conta no cursor, na esperança que dê certo no trade a seguir. O segredo está em não se deixar esgotar mentalmente, mas antes, aproveitar e canalizar o seu potencial noutro sentido, mais benéfico para si.

Parabéns! Se chegou até aqui, demonstrou determinação em levar todos os seus desafios, por menores que pareçam, até ao fim.
Persiste e ultrapassarás os obstáculos! Só assim vencerás. E lembra-te de comemorar cada desafio conquistado!
quinta-feira, 4 de maio de 2017

Observa e aprende trading com a Vallourec

A Vallourec é um bom exemplo educativo para o investidor que esteja a solidificar os seus conhecimentos em analise técnica, ou no trading. Há muito que venho a procrastinar este artigo. Já me passou pela cabeça, mais de uma meia dúzia de vezes, escrever estas palavras, no entanto decidi adiar até que o Vallourec estivesse numa zona mais neutra. Porquê? Para que o artigo pudesse ser interpretado de uma maneira mais imparcial e num sentido mais didáctico.
Este mês faz precisamente um ano que publiquei um artigo intitulado "Vallourec a despertar atenção". Os meses passaram e o título do artigo ganhou cada vez mais sentido.

O que podemos aprender pela observação da Vallourec?


O trader que queira caminhar com mais sucesso nos mercados financeiros, necessita de desenvolver cada vez mais a sua capacidade de observação. É essencial reconhecer as possíveis alterações do mercado e as suas repetidas figuras que diariamente vai reproduzindo.
Mudanças de mercado ou vários acontecimentos influenciaram o comportamento da Vallourec ao longo dos meses, e isso pode verificar-se pela valorização de 160%,  desde do mínimo 2.937€ realizado após a publicação do artigo "Vallourec a despertar atenção".


Gráfico diário- Valourec
O que se pode observar no gráfico da Vallourec? Poderia responder mas não estaria a desenvolver a sua capacidade de observação. Mas para o ajudar a encontrar algumas respostas, irei fazer algumas perguntas.
  • Onde se encontrava a Vallourec numa perspectiva de longo prazo?
  • Que mudanças de comportamento surgiram no curto prazo até 1 de Maio de 2016?
  • Que área a Vallourec começou a respeitar, contrariando a tendência predominante? 
  • Que dinâmica de mercado surgiu na retracção 61.8% de Fibonacci?
  • Como se comportou o preço?
  • Que evidências mostrava o mercado a favor da possivel nova tendência?

Irá encontrar novas oportunidades no mercado financeiro, quando formular estas e/ou outras perguntas que desenvolvam a sua capacidade de observação e análise. Os seus investimentos terão com certeza uma base argumentativa mais sólida, gerando assim maior confiança na hora da compra e, consequentemente maior aceitação ao risco que cada posição exige.

Bons investimentos!
sábado, 29 de abril de 2017

Como aumentar a auto-confiança no trading?

Mercados financeiros, trading: a maravilha do século XXI. Aliciante, encantador, fácil, idílico, sinónimo de riqueza e de rentabilidade... assim "se vende" uma vida de sucesso. Excelentes profissionais nas suas áreas (e não só), passado pouco tempo de terem aberto as portas ao trading, sentem os seus pilares a tremer. A sua auto-confiança sofre um forte revés. Incerteza, stress, angústia, conflito passam a estar presentes no seu dia-a-dia. Uns, agora com uma baixa auto-confiança, acabam por desistir do trading como uma opção de rentabilizar o seu património; outros, mais persistentes, procuram espelhar no trading o sucesso alcançado na sua principal actividade profissional. O que nem sempre se torna possivel.

O que posso fazer para aumentar a minha Auto-confiança no trading? 



O que é auto-confiança? Auto-consciência, confiança que uma pessoa tem em si mesma. Promove tranquilidade, serenidade, segurança, certeza, numa perspectiva probabilística de vir  a ser bem sucedido face a novos desafios pessoais e profissionais que a vida nos apresenta.

Aumentar a sua auto-consciência sobre o que o trading no seu todo implica. Como assim?
Infelizmente, raras são as pessoas que, quando começam a negociar nos mercados financeiros, têm efectivamente consciência dos riscos associados nem do impacto que pode surtir na vida pessoal/familiar e financeiramente. Quanto mais a pessoa analisar previamente os riscos e seus possíveis impactos, mais confiante e preparada estará no momento em que as coisas correm menos bem.
A sua atitude face à situação passa a ser diferente.

Procure ampliar os seu conhecimentos e defina correctamente o seu perfil. Saber colocar uma ordem de compra ou venda, ou copiar um palpite de outra pessoa não chega. Procure adquirir conhecimentos que o permitam ter alguma estabilidade/confiança na decisão dos seus investimentos, sem estar dependente de palpites de terceiros.

Sabe qual é o seu perfil de investidor? Scalper, day trader, swing trader. Quanto melhor souber responder (sinceramente) a esta questão, melhor será o futuro.Cada pessoa tem um modo de investir com o qual se sentirá mais confortável. Encontre o seu e seja-lhe fiel.

Faça uma pausa. Sim, uma pausa. Agora, vá procurar no seu histórico de trades. Quais tiveram êxito? Porquê? Se fez algo bem, então replique o que fez bem por diversas vezes e terá melhores resultados. A sua tranquilidade emocional, e não só, agradecerão certamente.

Quando temos sucesso num trade, é porque algumas condições do mercado estavam alinhadas com a nossa posição. Procure quais foram! Foi alguma figura técnica que identifica facilmente? Foi uma operação de venda ou compra? Estava num topo, fundo ou a meio caminho de alguma coisa? Estas entre outras perguntas (que pode fazer) lavá-lo-ão a sentir necessidade de realizar um backtesting e ver os seus benefícios. Certamente desenvolverá uma estratégia ainda mais forte.


Procure novamente hábitos saudáveis. São eles que nos trazem o equilibro emocional. Em algum momento da nossa vida fomos saudáveis, mas por circunstâncias da vida e/ou por escolhas pessoais, introduzimos mapas de pensamentos pouco favoráveis para a mente. Resultado? Baixa auto-confiança.

O que posso fazer? Ouvir música animada, ouvir/ver vídeos motivacionais e inspiradores. Melhorar o diálogo interno, isto é, ter mais cuidado como fala consigo mesmo. Usar mais palavras motivadoras e de incentivo para consigo. Focar-se mais nos seus pontos fortes, mantendo um pensamento positivo.

Volte a ser saudável!

Procure pessoas. Para quê? Pessoas que partilhem os mesmos interesses, isto é, os mercados financeiros. Pessoas com as quais poderá conversar (e que reconheça serem de confiança), e obter delas uma opinião imparcial, sincera e construtiva, independentemente do perfil de investidor. Se for uma pessoa " extraordinária " saberá respeitar as ideias do outro, independentemente da base  argumentativa que sustenta os seus investimentos. A partilha de conhecimentos, dos altos e baixos pelos quais as pessoas já passaram, ajuda-nos a entender o que estamos a sentir.

Rentabilize o seu precioso tempo. Nos dias de hoje reclamamos da falta de tempo que dispomos, dizemos muitas vezes uma frase parecida a esta "o tempo parece que voa e não tenho tempo para nada."
No entanto continuamos a desperdiçar minutos, horas em coisas que pouco ou nada nos beneficiam. Para contrariar esse pensamento, equacione realizar uma lista das coisas que tiram o seu foco diariamente e escolha quais poderia eliminar, ou diminuir o tempo a elas dedicado.

Reconquiste novamente o seu tempo e aplique-o no que mais gosta de fazer.

Se está a ler estas palavras, é porque leu o artigo na sua totalidade e espero profundamente que estas palavras tenham sentido para si e o possam ajudar. É uma abordagem simples a um tema que pode tornar-se muito mais profundo, já que estamos a lidar com o ser humano.

Bons investimentos!
sábado, 21 de maio de 2016

O mercado financeiro provoca Stress? O princípio do sucesso...


Stress, quem não teve...


Em algum ou até em vários momentos da vossa curta/longa caminhada pelos mercados financeiros já nos colocámos numa situação que originou Stress. Um sintoma que deve ser eliminado e, em caso de persistência, ser trabalhado o mais rapido e precocemente possível, por cada investidor (e não só).

O que começa por pequenos sintomas físicos, comportamentais, emocionais, entre outros, podem passar a problemas sérios de saúde e cada vez mais correlacionados  com a depressão, hipertensão e ataque cardíaco.

Certamente, que todos teríamos uma história para contar relacionada com os mercados financeiros, que nos modificou e/ou perturbou para além do que alguma vez teríamos imaginado num determinado momento. Há uns bons anos atrás, muito por causa de minha falta de disciplina (entre outros factores), acabei por infligir em mim próprio um pico de stress. Os quatros anos que já levava nesta caminhada, não evitaram que, em apenas uma semana e durante cerca de três meses, me recusasse a abrir um gráfico ou até mesmo a visitar foruns.                                                                                                                                                                                        
errar
 Tive uma perda monetária superior ao desejado num curto prazo de tempo. No entanto, o que doeu mais foi o não reconhecer atempadamente a espiral em que me encontrava, e que me levava a repetir consecutivamente os mesmos erros em diversos trades.
Após a poeira acentar, passei a olhar para os gráficos, a ganhar pouco a pouco confiança, e quando as coisas pareciam estar a melhorar, passei para a face de gelar na hora de colocar uma ordem. Suores frios, tremores, dúvidas e mais dúvidas invadiam a minha mente. Ainda levei algum tempo até resolver as coisas.Terei sido o único a passar por um momento delicado? Sim? Não faz mal. O pior que pode acontecer a uma pessoa é passar por um acontecimento marcante, e não reflectir sobre as causas, e encontrar  pontos positivos da situação que nos façam evoluir como ser humanos.

A Bolsa parece um ringue, um local onde temos que lutar contra outros investidores se queremos sobreviver. Algo tão desfasado da realidade! Infelizmente a principal luta com que nos deparamos é intrapessoal. É aí que os problemas surgem. Gostamos de ter razão em tudo que fazemos, certezas incondicionais, um ego bem preenchido, ser "frontais" como alguns gostam de apelidar (muitas vezes mais sinónimo de falta de educação do que frontalidade, tão distante que está de um diálogo construtivo e edificante), mas neste simbólico ringue tudo isso não interessa.

Um local onde saber o nome da pessoa que dá a ordem não é assim tão importante. Menos ainda os feitos da sua vida, ou o seu historial financeiro. Apenas os números. Não importa se é um milionário ou empresário de sucesso que vive confortavelmente ou apenas um iniciante na sua actividade profissional. Todos desejam o mesmo: o objectivo é proteger e rentabilizar o seu património. O que nem sempre se verifica.

Neste caminho haverá sempre alguém mais forte do que eu, você, e  outros tantos juntos, essa força/ capacidade "financeira" não representa a chave do sucesso de um investidor, e muito menos é sinónimo de rentabilidade garantida.

Sonhar, acreditar: o princípio do sucesso


 Quanto mais depressa o investidor;

  • dominar o seu palco interior, o seu "eu";
  • aceitar a incerteza como um factor intrínseco de cada investimento;
  • aceitar que a bolsa é um palco de probabilidades;
  • possuir o seu próprio método de análise, actuação e ausência dos mercados;
  • interiorizar a correcta utilização do "Money Management": entre outros factores, o seu avanço emocional e financeiro serão concerteza evidentes.

Surgirá gradualmente uma maior tranquilidade na hora de operar, maior lucidez e paciência na gestão, rapidez na aceitação e actuação sempre que a operação deixar de ter os requisitos pré-definidos.

Uma transformação exponêncial que lhe dará diariamente um sabor a vitória, mesmo em dias em que o stop loss é activado.
 Estará mais tranquilo do que é costume por ter definido e aceitado previamente o risco adjacente à operação. 

Também aceitará com mais naturalidade a incerteza do resultado,  num mercado de probabilidades, muito competitivo onde tanto pequenos como grandes investidores, particulares e profissionais, perdem dinheiro. Ganha quem cometer menos erros e realizar múltiplos. 

Aproveite para começar hoje mesmo a ganhar mais qualidade de vida, a evitar situações desgastantes e diminuir assim o stress. Crie uma rotina que permita corrigir a sua auto sabotagem e aumentar a sua disciplina.

Um diário sobre as operações, associadas a imagens e comentários, poderão trazer-lhe beneficios a curto e longo prazo. O que não é registado não pode ser medido, muito menos transformado. A nossa sociedade recria e melhora porque possui conhecimentos, das mais variadas áreas de actuação, que diversas pessoas, durante séculos,  registaram, imaginaram e ousaram criar. Porque "o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança". (António Gedeão)

Para todos votos de muito sucesso !
sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O SPA anda aí, não te deixes apanhar

“Vivemos numa sociedade urgente, rápida e ansiosa. Nunca as pessoas tiveram uma mente tão agitada e stressada. Paciência e tolerância para as contrariedades estão a tornar-se artigos de luxo. Quando o computador demora a iniciar, são poucas as pessoas que não se irritam. E quando não estão a dedicar-se a actividades interessantes, elas facilmente se angustiam. Raros são os que contemplam as flores nos jardins ou se sentam para conversar nas suas varandas ou à janela. Estamos na era da indústria do entretenimento e, paradoxalmente, na era do tédio.” (Dr. Augusto Cury)

pensamento acelerado
Dificilmente encontraríamos melhor descrição para a actual vida do Ser Humano. Todos, sem excepção, estamos diariamente expostos a este stress, a esta ansiedade de viver rápido. Não paramos para nada porque não podemos perder tempo. E qualidade de vida, podemos perder?! E onde nos leva este frenesim? Muitas vezes ao vazio e à insatisfação, ao desejo de ter o que não se tem, querer estar onde não se está, descurando e desvalorizando o que nos rodeia, sejam coisas, lugares ou mesmo pessoas. Este é o novo estilo de vida adoptado por inúmeras pessoas em todo o mundo, e às vezes, sem sequer se darem conta disso, de tão absorvidas que andam pelos seus pensamentos e angústias. E como qualquer outro vicio torna-as dependentes. Dependentes de tudo o que mantém o seu ritmo de vida acelerado. E as ideias não páram. Nós não paramos e o nosso pensamento também não. Aparentemente até parece boa esta capacidade de em pouco tempo responder a todas as situações (im)previstas, quer na vida pessoal quer na vida profissional, mas a longo prazo não se pode dizer o mesmo. O Dr. Augusto Cury chama-lhe SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado – considera-o uma doença que precisa de ser tratada e alerta para a necessidade urgente de cada indivíduo desacelerar o seu próprio pensamento em prol da sua saúde emocional, do prazer de viver e da criatividade.

Mente aceleradaA impaciência referida anteriormente é comum no trading e se não for controlada põe em risco o trabalho realizado e choca com o rigor exigido, ou pelo menos desejado e referenciado como fulcral.

É certo que é o mercado financeiro quem manda, é ele quem gere a vida e humor de todos quantos dele vivem. Quanto mais irregular mais agitadas ficam as pessoas que acompanham todas as suas movimentações. Por sua vez, essa agitação gera irritabilidade, que gera impaciência, que na maioria das vezes não se descola e persegue o indivíduo para onde quer que vá. E fá-lo de forma indiscreta, denunciando a sua presença através das suas atitudes e do seu relacionamento com os outros. Pode entrar num ciclo vicioso que será cada vez mais difícil de travar. Quando essas pessoas são alertadas para as evidentes alterações comportamentais e de humor, a sua primeira reacção é a negação. Normal. E até admitirem o seu estado, o caminho vislumbra-se longo e mais ou menos penoso, não só para si próprio como também para terceiros, sobretudo os mais próximos.

O trading exige rapidez de raciocínio, sim, mas sem precipitação. Exige energia, sim, mas também calma. Exige instinto, sim, mas também ponderação. Não te deixes apanhar.
terça-feira, 29 de setembro de 2015

De bem com a vida, de bem com o trading

A atitude que temos na nossa vida influência o nosso desempenho profissional e condiciona as nossas emoções e relações. Então porque não ter uma atitude positiva?! Esta simples forma de estar permite chegar mais perto das pessoas e estas, por sua vez vão aproximar-se de ti porque sentem que és “boa onda”. Para tal, começa por: respeitar a opinião e o espaço de cada um não entrando em conflitos desnecessários, desgastantes e infrutíferos; cumpre o que prometes, por muito insignificante que pareça; não “entres em mexericos”; sê objectivo, separando o que realmente importa do que podes dispensar – ver o “copo meio cheio” é essencial. E se o teu espaço, à primeira vista parece impessoal, atreve-se a torná-lo acolhedor, ousa numa decoração que o torne mais agradável, dentro dos limites permitidos, claro.

É evidente que para que isto resulte é necessário que na tua vida também sejas assim. A atitude positiva só transparece no trabalho se já existir na vida pessoal. Pequenos gestos, palavras, prazeres fazem realmente a diferença, tornam-nos mais felizes e isso reflectir-se-à em tudo o que se fizer, na vida, na postura, no olhar, na nossa expressividade. Estar de bem com a vida exige expressividade e essa só vem se estivermos bem connosco e com os outros. Não há como evitar problemas, mas já que eles surgem, então vamo-nos concentrar na sua resolução em vez de cruzarmos os braços enquanto nos lamentamos. Receitas milagrosas e caminhos perfeitos não existem, mas de todos podemos retirar ensinamentos.

É claro que o trading, como os outros trabalhos, pode tornar-se enfadonho, e se a nossa atitude não for positiva, tornar-se-à muito pior. Se estivermos bem, a expressividade, vitalidade e positivismo aligeiram as situações e tudo se torna mais fácil. Na verdade, o grau de dificuldade não muda, mas a nossa atitude, a nossa visão sobre ele, por si só faz com que pareça diferente e seja mais leve, mais fácil, mais rápido, mais agradável ou pelo menos mais tolerável. Não vale a pena, resmungar não muda nada. A vida tem que ser vivida, então para quê fazê-lo de uma forma penosa? Sorria e aproveite, afinal dizem que a vida são dois dias e que um já passou!
quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Música: aliada ou inimiga do trading?


Umas vezes mais alta e ruidosa, outras mais suave e melodiosa, outras ainda mais natural com o som da natureza, da água em movimento ou do chilrear dos passarinhos. Os estilos são variados, há para todos os gostos e sempre tão presente nas nossas vidas! Tanto, que muitas vezes a ignoramos. Outras não, e quando damos conta, estamos a trautear ou apenas a marcar o ritmo com o pé. Falo de uma poderosa aliada que podemos ter em alguns locais de trabalho: a música. Para defini-la podemos usar estas, entre outras palavras: estimulo, entretenimento, arte, terapia, companhia... Na verdade, é tudo isto e muito mais, e os seus benefícios inquestionáveis. Destacamos que induz ao movimento, melhora a comunicação, cria vínculos, ameniza a dor, acalma, fortalece a memória, promove o autoconhecimento bem como a resistência à rotina. E o melhor disto tudo é que não tem contra-indicações, podendo ser “receitada” e “administrada” desde a gestação até ao termo da nossa existência. Sim, corre-se o risco de viciar, mas não é grave, bem pelo contrário, é um agradável vício.
Infelizmente para uns, nem todos os locais de trabalho e entidades empregadoras permitem a sua presença, mas ainda há excepções! Mas eis que se nos apresenta um dilema: que tipo de música?! Para uns, a música clássica ou a música instrumental, são uma óptima opção pela ausência de palavras, pois assim não interferem no raciocínio. No entanto nem tudo é assim tão linear. A música é alvo de incontáveis estudos ao longo dos anos. Uns revelam as suas potencialidades e vantagens e demonstram que trabalhar ao som de música torna o trabalhador mais activo, mais concentrado, mais satisfeito, mais produtivo. Depois, há os que contrapõem e que defendem que as músicas (em particular as favoritas), apesar de aumentarem a motivação, desviam a atenção aquando da realização de tarefas e/ou desconcentram na redacção de textos e documentos. Mais, vão mais longe ,  são mais específicos e referenciam ainda que um cirurgião estará menos alerta a pormenores importantes durante uma cirurgia e que os condutores que cantam enquanto conduzem têm a sua capacidade de reacção reduzida.

Seja como for, as diferenças entre os indivíduos passam também pelos níveis de concentração destes: o que distrai uns, concentra e estimula outros. Portanto, cabe a cada um conhecer-se a si e aos seus próprios métodos de trabalho, perceber a fórmula mais eficaz para aliar concentração a melhor desempenho. E isto vale para todos os profissionais. Cada um deve ser e sentir-se feliz no que faz, com ou sem música. Traders, deixem-se envolver pela harmonia dos sons sem nunca negligênciar as “leis” e o rigor do trading. O profissionalismo vale muito.