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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Música: aliada ou inimiga do trading?


Umas vezes mais alta e ruidosa, outras mais suave e melodiosa, outras ainda mais natural com o som da natureza, da água em movimento ou do chilrear dos passarinhos. Os estilos são variados, há para todos os gostos e sempre tão presente nas nossas vidas! Tanto, que muitas vezes a ignoramos. Outras não, e quando damos conta, estamos a trautear ou apenas a marcar o ritmo com o pé. Falo de uma poderosa aliada que podemos ter em alguns locais de trabalho: a música. Para defini-la podemos usar estas, entre outras palavras: estimulo, entretenimento, arte, terapia, companhia... Na verdade, é tudo isto e muito mais, e os seus benefícios inquestionáveis. Destacamos que induz ao movimento, melhora a comunicação, cria vínculos, ameniza a dor, acalma, fortalece a memória, promove o autoconhecimento bem como a resistência à rotina. E o melhor disto tudo é que não tem contra-indicações, podendo ser “receitada” e “administrada” desde a gestação até ao termo da nossa existência. Sim, corre-se o risco de viciar, mas não é grave, bem pelo contrário, é um agradável vício.
Infelizmente para uns, nem todos os locais de trabalho e entidades empregadoras permitem a sua presença, mas ainda há excepções! Mas eis que se nos apresenta um dilema: que tipo de música?! Para uns, a música clássica ou a música instrumental, são uma óptima opção pela ausência de palavras, pois assim não interferem no raciocínio. No entanto nem tudo é assim tão linear. A música é alvo de incontáveis estudos ao longo dos anos. Uns revelam as suas potencialidades e vantagens e demonstram que trabalhar ao som de música torna o trabalhador mais activo, mais concentrado, mais satisfeito, mais produtivo. Depois, há os que contrapõem e que defendem que as músicas (em particular as favoritas), apesar de aumentarem a motivação, desviam a atenção aquando da realização de tarefas e/ou desconcentram na redacção de textos e documentos. Mais, vão mais longe ,  são mais específicos e referenciam ainda que um cirurgião estará menos alerta a pormenores importantes durante uma cirurgia e que os condutores que cantam enquanto conduzem têm a sua capacidade de reacção reduzida.

Seja como for, as diferenças entre os indivíduos passam também pelos níveis de concentração destes: o que distrai uns, concentra e estimula outros. Portanto, cabe a cada um conhecer-se a si e aos seus próprios métodos de trabalho, perceber a fórmula mais eficaz para aliar concentração a melhor desempenho. E isto vale para todos os profissionais. Cada um deve ser e sentir-se feliz no que faz, com ou sem música. Traders, deixem-se envolver pela harmonia dos sons sem nunca negligênciar as “leis” e o rigor do trading. O profissionalismo vale muito.
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