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Um espaço onde quem lidera é o mercado financeiro. Aqui encontras a minha opinião, mas a tua também é bem-vinda, partilha-a.

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sábado, 11 de janeiro de 2020

Conflito de um trader

Novo ano, novas expectativas, novos ou renovados caminhos, com desafios que surgem sem aviso prévio. A cada início de ano é assim: muitos desejos, sucessos para alcançar, sonhos para realizar e esperança num ano que se espera promissor. Na realidade, o que farás de diferente? É certo que o desconhecido provoca tensão, a mudança causa desconforto e perante o conflito, o racional pode tornar-se irracional. Para dominar ou apenas contornar a situação, cada vez mais somos chamados a reflectir, a ouvirmo-nos para que não nos desviemos dos nossos verdadeiros objectivos.
Parece fácil, mas talvez não seja assim tanto, exige concentração, dedicação e exactidão, mas também tempo. Aquele bem do qual todos reclamamos escassez mas que nem sempre o sabemos aproveitar. E que difícil é tê-lo e reconhecê-lo na nossa rotina diária que tanto nos consome.
Como trader, que tempo dedicas à introspecção?
Identificas algum conflito a ocorrer contigo? Se sim, não abras mão da oportunidade de mudar, observa e aprofunda esse apelo que vem de dentro de ti, ouve o grito mudo que ecoa na tua cabeça e faz. Se errares não importa, faz de novo. É assim que se encontram rumos, se criam hábitos. Canaliza a tua energia para essa mudança e assim poderás ser mais, ser uma melhor versão de ti.
Faz deste, o ano das conquistas que te orgulham. Transforma-te e tudo à tua volta se transformará.
Votos de um excelente novo ano.
domingo, 4 de fevereiro de 2018

O sucesso está em diversificar o invisível

O mercado financeiro é dinâmico, existindo várias opções possíveis de investimento para diversificar. Alguns investidores consideram essa diversidade um dos principais elementos para o sucesso, outros nem tanto. Ambos os lados apresentam argumentos plausíveis. Para um investidor com recursos mais limitados, isto é, com uma conta de valor mais reduzido, a diversificação pode ter o efeito contrário.

É comum em alguns investidores que têm uma passagem menos positiva pela bolsa, dizerem "o meu problema foi diversificar", "diversifiquei e mesmo assim perdi". E mesmo assim, continuar longe da verdadeira questão. Um dia dedicarei mais tempo ao tema das últimas linhas.

Hoje o tema é: O sucesso está em diversificar o invisível.

As (melhores) oportunidades nem sempre aparecem no momento que desejamos. O que fazer? Esperar? Tens a certeza? Enquanto a resposta tarda a chegar, poderias pensar nas seguintes palavras.

Pára de negociar a tua autoestima na bolsa?
Não percebi?

Com frequência transportamos os desejos, os sonhos, os novos projectos para a bolsa. Se eu ganhar tanto, farei isto, aquilo, etc...Quando o comportamento do mercado financeiro vai em sentido oposto do planeado, a auto-estima, a auto-confiança, parece cair num buraco sem fundo. O que pode levar a esse extremo?

Para alguns investidores, negociar na bolsa de valores é como negociar com a sua "vida" (em sentido figurado). Vida esta que só existirá após alcançar um determinado objectivo. Isto não acontece só com os investidores, mas também com todas as pessoas no geral, que se dedicam de uma forma pouco equilibrada a um objectivo.

Quando se investe na bolsa com a "vida", o investidor tende a abrir as portas à vulnerabilidade, à pressão, ao baixo desempenho, vivendo tempos categorizados como cinzentos. É isso que queres? Certamente que não. Então, considera diversificar o invisível. Um dos caminhos para o sucesso reside em dedicar algum tempo a esse princípio.

O que é diversificar o invisível?
Somos seres humanos completos, complexos e extraordinários, mas na maioria das vezes afastamos-nos mais da nossa essência do que deveríamos. Este comportamento transparece frequentemente na incoerência dos nossos actos. Sabemos o que é melhor para nós mas agimos contrariando isso. Investir no invisível é investir na harmonia entre coração e cabeça, entre racional e emocional. A emoção, os afectos são basilares no nosso dia a dia, em qualquer tarefa que desempenhemos. Havendo equilíbrio emocional aprendemos a relativizar o racional e consequentemente, o que de menos bom nos possa acontecer. Estamos sempre a tempo de reavaliar as nossas acções, não só as da bolsa mas as da nossa vida, subentenda-se as nossas atitudes. Como nos ensinou O Principezinho de Antoine Saint-Exupéry "o essencial é invisível aos nossos olhos".
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Devolve-te ao equilíbrio

Quando um investidor quando dá os seus primeiros passos nos mercados financeiros, algo muda na sua rotina, muitas vezes sem se aperceber. O que acontece? Gradualmente deixa-se absorver, e tudo começa pelo acompanhamento do desempenho da bolsa ao final do dia. Segue-se a curiosidade, a aprendizagem, a expectativa de investimento, que o levam a estender o período que lhe dedica também durante o fim de semana. Ainda que sem disso ter noção, está a ser não só absorvido como "engolido" pelos mercados.

É um facto que quando o ser humano encontra algo que gosta, se dedica mais, pesquisa, e a sua entrega é cada vez maior, seja na sua área profissional seja num passatempo ou mesmo relação. É fulcral encontrar o caminho para a sua auto-realização.

Nem sempre os motivos dos investidores estão bem definidos, e muito menos são iguais aos demais. Dinheiro, nova profissão, liberdade, rentabilização do património a longo prazo, jogo... e esta lista continua. No entanto, existe algo que é transversal a todos os investidores, embora em certos casos, num estado mais inconsciente, uma necessidade de mudança.

No inicio, o investidor analisava as possíveis oportunidades ao final do dia, e num estado de espírito mais tranquilo. Quando surgia algo de interesse, e conforme a sua estratégia, colocava as ordens de compra e os seus objectivos na plataforma para serem executadas no dia seguinte.
Actualmente, há cada vez mais investidores que o durante o seu horário laboral, acompanham a bolsa e realizam operações. Uma incessante busca por ganhar dinheiro, que se revela numa ginástica contraproducente.

Uma das partes sai prejudicada a longo prazo, se não forem mesmo as duas. Até arriscaria a dizer mesmo três: dinheiro, rentabilidade como profissional, e (o mais importante) estado emocional. É necessário algum cuidado quanto ao teu "EU". O dinheiro vai e vem. Ao recolocar o foco no trabalho, a rentabilidade aumenta. Para tudo funcionar é imprescindível que o teu "EU" esteja equilibrado.

No período laboral, o teu interesse (/gosto) pelo trabalho tem diminuído desde que começaste a negociar?
Como te sentes emocionalmente?
Qual o nível da tua energia?

Hoje a tecnologia e as corretoras têm proporcionado aos seus clientes, a possibilidade de acompanhar o mercado financeiro em tempo real. Em qualquer lugar desde que se tenha um Smartphone ou Tablet, e ligação à Internet. Um meio interessante quando utilizado nas devidas circunstâncias, mas que abre portas ao facilitismo, à tomada de decisões pouco reflectidas, que eventualmente trazem alguns dissabores aos investidores.

beleza da tempestade

Queres que o teu capital (e não só) resista? Então vai com calma. Foca-te no trabalho quando estás no período laboral. Dedica um momento especifico no final do dia, para uma breve análise ao desenvolvimento ocorrido no mercado. Diminuirás a ansiedade e a irritabilidade gerada pela tentativa de conciliação: negociação e trabalho.

Boa caminhada de regresso ao teu ponto de equilíbrio.
Investe tempo no teu "EU".

sábado, 6 de maio de 2017

Persistência no trading não é requisito, é obrigação

São associadas aos traders inúmeras características de sucesso e uma delas é passar o dia inteiro a clicar no rato, a introduzir ordens no mercado. Ao registar aproximadamente três dúzias de ordens num dia começam, dada a sua persistência, a reputarem-se como um trader a caminho do sucesso. Uma verdade absoluta, não é assim? Claro que não!

O trading requer de um trader, entre outros requisitos, persistência. É quase uma obrigação no sentido metafórico, porque raramente se é produtivo perante tarefas impostas. O episódio que se segue leva-nos à origem do título deste artigo "Persistência no trading não é requisito, é obrigação".

O João e o Manuel são irmãos gémeos e ambos apaixonados pelos mercados financeiros. Acordam cedo e iniciam a sua rotina. Como habitualmente, tomam o pequeno almoço, aproveitam para ir à pastelaria tomar café e aproveitam para ler o jornal com as noticias da actualidade.

O João tem um perfil mais dinâmico e prefere negociar forex e futuros. Já o Manuel, um tanto mais moderado, opta apenas por negociar acções. Retornam a casa, dirigem-se à secretária, ligam os seus computadores com três telas cada um e preparam-se para começar a analisar o mercado. Examinam as respectivas listas de oportunidades, assinaladas no dia anterior, e concluem que, face às condições do mercado, teriam dificuldade em realizar trading nas próximas horas, já que os requisitos das suas entradas estavam longe de serem preenchidas.

Assim, o Manuel desafia o seu irmão para o jogging diário. No entanto o João recusou, preferindo acompanhar o mercado financeiro. Perante a recusa do irmão, Manuel hesita, mas rapidamente decide que o melhor mesmo é aproveitar a inércia do mercado para fazer uma actividade que não só lhe traga benefícios físicos, como também o ajude a ter uma mente mais limpa na hora de investir.

A noite anterior tinha sido de chuva intensa e o dia, que estava cinzento, aparentava não ser diferente. Apesar disso, e não temendo as condições climatéricas adversas, Manuel dá inicio à sua corrida, mas opta porém, por estender o percurso em cerca de 40%, o que até então, apenas havia feito na sua imaginação.

Durante o percurso, Manuel questiona-se se teria ou não feito a escolha mais acertada. As perguntas que surgem na sua mente são tantas, tão rápidas e contraditórias que quase lhe dominam o raciocínio, ao mesmo tempo que ameaçam bloquear-lhe os movimentos. À inquietude, Manuel reage com um controle maior que o normal da sua respiração e esforça-se para se concentrar apenas nisso. Ainda que, em determinados momentos, se sentisse inseguro e frágil, mais afastado da sua zona de conforto, "desistir" não fazia parte do seu lema de vida. Mas naquele momento...
Desacelera um pouco o ritmo da corrida e, mentalmente, tal como aprendeu, procede à análise do comportamento. O que é que o estava a perturbar tanto assim? Estar sozinho? Aumentar o percurso? A iminência da chuva? Tudo junto?
Manuel preferia correr com o irmão, mas já tinha acontecido estar privado da presença dele, logo, este não devia ser um elemento perturbador. Acrescentar quilómetros ao trajecto era algo natural e que a sua boa preparação física lhe permitia que fizesse de tempos a tempos. Quanto à temperatura reconheceu que era a propícia à actividade física; antes assim que o tempo demasiado quente. O que estaria então a acontecer consigo? Porquê tanta indecisão? Por mais que se esforçasse não encontrava motivos para tamanha perturbação.
De tal forma estava absorvido pelos seus pensamentos que nem percebeu que, não só não deixou de correr, como ainda realizou sem sobressaltos o percurso inicialmente programado. Os primeiros pingos de chuva no rosto despertaram-no dos seus pensamentos e só nessa altura reparou que estava a chegar a casa. O ritmo cardíaco mais forte do que o habitual era indicador de que, além do trajecto ser maior, também a velocidade a que o fez foi superior. Ao consciencializar-se disso sentiu-se satisfeito e confiante. Com isso, todas as incertezas e inseguranças se dissiparam.
Chegava a casa. Tomou um duche rápido e quando se juntou ao João percebeu que a chuva se tinha intensificado e vinha acompanhada de trovoada. Interiormente sorriu, ao mesmo tempo que pensou "desafio superado!". João captou-lhe o sorriso e o brilho no olhar e indaga-o sobre o motivo de tão boa disposição. Apesar de não terem segredos e da gigante cumplicidade que os unia, Manuel disse apenas que tinha feito um caminho diferente, mas não pôde deixar de notar o ar entediado de João frente ao computador. Este, quando questionado, mostrou-se arrependido de não ter acompanhado o irmão.
Ao longo desse dia, nada esmoreceu a satisfação do Manuel, que contrariamente ao que era comum e para espanto de João, tentou animar o irmão com piadinhas que lhe eram pouco características.

São muitos os desafios que surgem nas nossas vidas, quer pessoais quer profissionais, e que nos levam a equacionar sair ou não da nossa zona de conforto. Uns, os mais persistentes e determinados aceitarão o desafio. Outros, manter-se-ão onde se sentem mais confortáveis, dominados por receios, comentários e atitudes derrotistas proferidas por terceiros. A vida é assim, feita de escolhas, orientada pelas Nossas escolhas, mais ou menos influenciadas pelo meio envolvente, porém igualmente válidas.
A persistência no trading deve ser presença (quase) obrigatória para quem busca resultados na bolsa.
Quando o mercado não permite ou não tem os argumentos necessários para a nossa actual estratégia, opte por "olhar para a janela, em vez de ficar concentrado apenas na porta"; quer isto dizer, fazer outras coisas, procurar outros interesses, semelhantes (pesquisa de novas estratégias para mercado lateral, revisão de setups...) ou distintos (ler um livro, dedicar-se a algo ou alguém, levar o cão a passear, jardinar...), em vez de clicar vezes sem conta no cursor, na esperança que dê certo no trade a seguir. O segredo está em não se deixar esgotar mentalmente, mas antes, aproveitar e canalizar o seu potencial noutro sentido, mais benéfico para si.

Parabéns! Se chegou até aqui, demonstrou determinação em levar todos os seus desafios, por menores que pareçam, até ao fim.
Persiste e ultrapassarás os obstáculos! Só assim vencerás. E lembra-te de comemorar cada desafio conquistado!
sábado, 29 de abril de 2017

Como aumentar a auto-confiança no trading?

Mercados financeiros, trading: a maravilha do século XXI. Aliciante, encantador, fácil, idílico, sinónimo de riqueza e de rentabilidade... assim "se vende" uma vida de sucesso. Excelentes profissionais nas suas áreas (e não só), passado pouco tempo de terem aberto as portas ao trading, sentem os seus pilares a tremer. A sua auto-confiança sofre um forte revés. Incerteza, stress, angústia, conflito passam a estar presentes no seu dia-a-dia. Uns, agora com uma baixa auto-confiança, acabam por desistir do trading como uma opção de rentabilizar o seu património; outros, mais persistentes, procuram espelhar no trading o sucesso alcançado na sua principal actividade profissional. O que nem sempre se torna possivel.

O que posso fazer para aumentar a minha Auto-confiança no trading? 



O que é auto-confiança? Auto-consciência, confiança que uma pessoa tem em si mesma. Promove tranquilidade, serenidade, segurança, certeza, numa perspectiva probabilística de vir  a ser bem sucedido face a novos desafios pessoais e profissionais que a vida nos apresenta.

Aumentar a sua auto-consciência sobre o que o trading no seu todo implica. Como assim?
Infelizmente, raras são as pessoas que, quando começam a negociar nos mercados financeiros, têm efectivamente consciência dos riscos associados nem do impacto que pode surtir na vida pessoal/familiar e financeiramente. Quanto mais a pessoa analisar previamente os riscos e seus possíveis impactos, mais confiante e preparada estará no momento em que as coisas correm menos bem.
A sua atitude face à situação passa a ser diferente.

Procure ampliar os seu conhecimentos e defina correctamente o seu perfil. Saber colocar uma ordem de compra ou venda, ou copiar um palpite de outra pessoa não chega. Procure adquirir conhecimentos que o permitam ter alguma estabilidade/confiança na decisão dos seus investimentos, sem estar dependente de palpites de terceiros.

Sabe qual é o seu perfil de investidor? Scalper, day trader, swing trader. Quanto melhor souber responder (sinceramente) a esta questão, melhor será o futuro.Cada pessoa tem um modo de investir com o qual se sentirá mais confortável. Encontre o seu e seja-lhe fiel.

Faça uma pausa. Sim, uma pausa. Agora, vá procurar no seu histórico de trades. Quais tiveram êxito? Porquê? Se fez algo bem, então replique o que fez bem por diversas vezes e terá melhores resultados. A sua tranquilidade emocional, e não só, agradecerão certamente.

Quando temos sucesso num trade, é porque algumas condições do mercado estavam alinhadas com a nossa posição. Procure quais foram! Foi alguma figura técnica que identifica facilmente? Foi uma operação de venda ou compra? Estava num topo, fundo ou a meio caminho de alguma coisa? Estas entre outras perguntas (que pode fazer) lavá-lo-ão a sentir necessidade de realizar um backtesting e ver os seus benefícios. Certamente desenvolverá uma estratégia ainda mais forte.


Procure novamente hábitos saudáveis. São eles que nos trazem o equilibro emocional. Em algum momento da nossa vida fomos saudáveis, mas por circunstâncias da vida e/ou por escolhas pessoais, introduzimos mapas de pensamentos pouco favoráveis para a mente. Resultado? Baixa auto-confiança.

O que posso fazer? Ouvir música animada, ouvir/ver vídeos motivacionais e inspiradores. Melhorar o diálogo interno, isto é, ter mais cuidado como fala consigo mesmo. Usar mais palavras motivadoras e de incentivo para consigo. Focar-se mais nos seus pontos fortes, mantendo um pensamento positivo.

Volte a ser saudável!

Procure pessoas. Para quê? Pessoas que partilhem os mesmos interesses, isto é, os mercados financeiros. Pessoas com as quais poderá conversar (e que reconheça serem de confiança), e obter delas uma opinião imparcial, sincera e construtiva, independentemente do perfil de investidor. Se for uma pessoa " extraordinária " saberá respeitar as ideias do outro, independentemente da base  argumentativa que sustenta os seus investimentos. A partilha de conhecimentos, dos altos e baixos pelos quais as pessoas já passaram, ajuda-nos a entender o que estamos a sentir.

Rentabilize o seu precioso tempo. Nos dias de hoje reclamamos da falta de tempo que dispomos, dizemos muitas vezes uma frase parecida a esta "o tempo parece que voa e não tenho tempo para nada."
No entanto continuamos a desperdiçar minutos, horas em coisas que pouco ou nada nos beneficiam. Para contrariar esse pensamento, equacione realizar uma lista das coisas que tiram o seu foco diariamente e escolha quais poderia eliminar, ou diminuir o tempo a elas dedicado.

Reconquiste novamente o seu tempo e aplique-o no que mais gosta de fazer.

Se está a ler estas palavras, é porque leu o artigo na sua totalidade e espero profundamente que estas palavras tenham sentido para si e o possam ajudar. É uma abordagem simples a um tema que pode tornar-se muito mais profundo, já que estamos a lidar com o ser humano.

Bons investimentos!
sábado, 21 de maio de 2016

O mercado financeiro provoca Stress? O princípio do sucesso...


Stress, quem não teve...


Em algum ou até em vários momentos da vossa curta/longa caminhada pelos mercados financeiros já nos colocámos numa situação que originou Stress. Um sintoma que deve ser eliminado e, em caso de persistência, ser trabalhado o mais rapido e precocemente possível, por cada investidor (e não só).

O que começa por pequenos sintomas físicos, comportamentais, emocionais, entre outros, podem passar a problemas sérios de saúde e cada vez mais correlacionados  com a depressão, hipertensão e ataque cardíaco.

Certamente, que todos teríamos uma história para contar relacionada com os mercados financeiros, que nos modificou e/ou perturbou para além do que alguma vez teríamos imaginado num determinado momento. Há uns bons anos atrás, muito por causa de minha falta de disciplina (entre outros factores), acabei por infligir em mim próprio um pico de stress. Os quatros anos que já levava nesta caminhada, não evitaram que, em apenas uma semana e durante cerca de três meses, me recusasse a abrir um gráfico ou até mesmo a visitar foruns.                                                                                                                                                                                        
errar
 Tive uma perda monetária superior ao desejado num curto prazo de tempo. No entanto, o que doeu mais foi o não reconhecer atempadamente a espiral em que me encontrava, e que me levava a repetir consecutivamente os mesmos erros em diversos trades.
Após a poeira acentar, passei a olhar para os gráficos, a ganhar pouco a pouco confiança, e quando as coisas pareciam estar a melhorar, passei para a face de gelar na hora de colocar uma ordem. Suores frios, tremores, dúvidas e mais dúvidas invadiam a minha mente. Ainda levei algum tempo até resolver as coisas.Terei sido o único a passar por um momento delicado? Sim? Não faz mal. O pior que pode acontecer a uma pessoa é passar por um acontecimento marcante, e não reflectir sobre as causas, e encontrar  pontos positivos da situação que nos façam evoluir como ser humanos.

A Bolsa parece um ringue, um local onde temos que lutar contra outros investidores se queremos sobreviver. Algo tão desfasado da realidade! Infelizmente a principal luta com que nos deparamos é intrapessoal. É aí que os problemas surgem. Gostamos de ter razão em tudo que fazemos, certezas incondicionais, um ego bem preenchido, ser "frontais" como alguns gostam de apelidar (muitas vezes mais sinónimo de falta de educação do que frontalidade, tão distante que está de um diálogo construtivo e edificante), mas neste simbólico ringue tudo isso não interessa.

Um local onde saber o nome da pessoa que dá a ordem não é assim tão importante. Menos ainda os feitos da sua vida, ou o seu historial financeiro. Apenas os números. Não importa se é um milionário ou empresário de sucesso que vive confortavelmente ou apenas um iniciante na sua actividade profissional. Todos desejam o mesmo: o objectivo é proteger e rentabilizar o seu património. O que nem sempre se verifica.

Neste caminho haverá sempre alguém mais forte do que eu, você, e  outros tantos juntos, essa força/ capacidade "financeira" não representa a chave do sucesso de um investidor, e muito menos é sinónimo de rentabilidade garantida.

Sonhar, acreditar: o princípio do sucesso


 Quanto mais depressa o investidor;

  • dominar o seu palco interior, o seu "eu";
  • aceitar a incerteza como um factor intrínseco de cada investimento;
  • aceitar que a bolsa é um palco de probabilidades;
  • possuir o seu próprio método de análise, actuação e ausência dos mercados;
  • interiorizar a correcta utilização do "Money Management": entre outros factores, o seu avanço emocional e financeiro serão concerteza evidentes.

Surgirá gradualmente uma maior tranquilidade na hora de operar, maior lucidez e paciência na gestão, rapidez na aceitação e actuação sempre que a operação deixar de ter os requisitos pré-definidos.

Uma transformação exponêncial que lhe dará diariamente um sabor a vitória, mesmo em dias em que o stop loss é activado.
 Estará mais tranquilo do que é costume por ter definido e aceitado previamente o risco adjacente à operação. 

Também aceitará com mais naturalidade a incerteza do resultado,  num mercado de probabilidades, muito competitivo onde tanto pequenos como grandes investidores, particulares e profissionais, perdem dinheiro. Ganha quem cometer menos erros e realizar múltiplos. 

Aproveite para começar hoje mesmo a ganhar mais qualidade de vida, a evitar situações desgastantes e diminuir assim o stress. Crie uma rotina que permita corrigir a sua auto sabotagem e aumentar a sua disciplina.

Um diário sobre as operações, associadas a imagens e comentários, poderão trazer-lhe beneficios a curto e longo prazo. O que não é registado não pode ser medido, muito menos transformado. A nossa sociedade recria e melhora porque possui conhecimentos, das mais variadas áreas de actuação, que diversas pessoas, durante séculos,  registaram, imaginaram e ousaram criar. Porque "o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança". (António Gedeão)

Para todos votos de muito sucesso !
sábado, 10 de outubro de 2015

Alerta traders!

A maioria dos trabalhos que exigem esforço intelectual obrigam os trabalhadores a permanecer sentados durante todo o horário de expediente. Se a estas horas somarmos as que passamos no carro, numa sala de espera ou mesmo no sofá quando chegamos a casa cansados do trabalho, reparamos que é nessa posição que passamos a maior parte do nosso dia. É comum ouvir “Assim não cansa as pernas”. Sim, mas a quantidade de malefícios que acarreta para a nossa saúde é muito preocupante e se as pessoas tivessem mais conscientes disso, com certeza que mudariam alguns dos seus hábitos de vida.

Os principais riscos são a obesidade, o síndrome metabólico – conjunto de doenças que associadas aumentam o risco de problemas cardiovasculares - , aumento da pressão arterial, aumento dos níveis de açúcar no sangue, elevados níveis de colesterol, originar cancro e consequentemente, aumentar o risco de morte por doenças cardiovasculares.


O remédio para atenuar é simples e gratuito: mexer-se, mexer-se muito, mexer-se sempre que possível. E vale tudo: ginásios, natação, caminhadas, jogging, zumba, bicicleta... tudo o que possa contrariar a inércia diária.

Alerta traders, vocês estão na linha da frente, mas não se deixem apanhar.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E que tal um copo de água agora?!

O corpo de cada ser humano adulto é composto por 52% a 66% de água. Cliché ou não, a verdade é que a água é essencial à vida e dela depende a manutenção, regulação e equilíbrio das funções vitais do nosso organismo. Ou seja, o nosso corpo precisa de água para sobreviver e muitos de nós não temos a noção exacta dessa importância – nenhum outro nutriente é tão essencial ou necessário em quantidades tão elevadas – e por isso nos desleixamos e a tratamos de maneira tão trivial.

Quantas vezes já ouvimos dizer: “Eu só bebo água quando tenho sede.” ou “Quando o corpo precisar, ele pede.” ?! Várias. E está errado, apenas revela a nossa ignorância e o nosso precário conhecimento de como tratar bem do nosso corpo. E surpreenda-se (quer dizer, espero que não!): a boa hidratação do nosso organismo tem benefícios ao nível do(as):
     cérebro – fornecimento de sangue com mais oxigénio às células cerebrais;
     células – transporte de vitaminas, minerais, oxigénio, hidratos de carbono às células que vão produzir energia;
     sistema digestivo – dissolução e absorção dos nutrientes;
     coração – manutenção da tensão arterial dentro dos limites considerados saudáveis;
     rins – eliminação de resíduos e nutrientes desnecessários e regulação da quantidade de água corporal, bem como do sódio;
     músculos e articulações – lubrificação e protecção dos mesmos;
     pele – constituição de barreira contra agentes patogénicos;
     temperatura do corpo – função termoreguladora.

E o que é que isto tem a ver com trading? Tudo e nada. Ou melhor, tem muito. Primeiro, e a mais óbvia além de transversal a todas as profissões, se um individuo não estiver bem fisicamente não conseguirá ter um bom desempenho. E segundo, o trabalho do trader depende na totalidade (ou quase) do cérebro. Ora, se o individuo não estiver no pleno uso das suas faculdades não há trading. Porquê?! Estudos revelam que uma desidratação ligeira – que significa  a perda de cerca de 1% a 2% do peso corporal – pode reduzir a capacidade de concentração de um individuo. Se a desidratação revelar uma perda igual ou superior a 2% esta afectará as capacidades de processamento do cérebro e reduzirá a capacidade de memória a curto prazo.

É assustador? Sim. Mas a boa notícia é que tem tanto de assustador com de reversível. No meio de tantas contrariedades a que estamos sujeitos na vida, forçarmo-nos a beber água é para muitos a menor delas, não é nada muito complicado nem que exija tamanho esforço que não valha a pena. E tendo em conta os benefícios... Além do mais temos a certeza que não engorda, bem pelo contrário, ajuda a desintoxicar o organismo. E tudo o que for em excesso não fica acumulado, mas é expelido, por isso...e que tal um copo de água agora?!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sedentarismo: não obrigado. Eu quero uma “mente sã em corpo são”


De um modo geral, os empregos actuais exigem que os trabalhadores tenham uma vida muito sedentária, que passem várias horas sentados e quando se levantam não dão mais do que meia dúzia de passos até voltarem ao seu lugar. Por outro lado, exigem também um desgaste psíquico, já que todo o esforço é mental, cansando igualmente as pessoas. No final do dia é natural que não tenham vontade nem se sintam com energia suficiente para fazer qualquer tipo de actividade física como forma de contrabalançar, e assim rendem-se ao sofá, à cama ou a qualquer outro lugar ou posição que lhes proporcione uma sensação de relativo conforto e descanso. E assim entra o sedentarismo na nossa vida, tão prejudicial à nossa saúde física e consequentemente psicológica, já que depois não gostamos da imagem que vemos reflectida no espelho.
O sedentarismo é um dos factores de risco associado a doenças como a hipertensão, doenças respiratórias crónicas e distúrbios cardíacos, obesidade, perda de flexibilidade articular e hipotrofia muscular, entre outras. Todos devemos estar alerta para combater esta realidade e não sermos apanhados nesta teia que se alastra a par com a evolução da tecnologia.
O trader é um alvo fácil para o sedentarismo.A quantidade de horas que passa sentado em frente ao computador, a tensão que sofre quando os resultados não são os esperados alimentam este problema sem se dar conta. Por isso (e aqui entra novamente a imprescindível auto-disciplina) é aconselhável que o trader (bem como todas as pessoas pouco adeptas do exercício físico) estipule um horário, organize o seu dia, a sua semana, de modo a que tenha tempo para trabalhar, certo, mas também para espairecer, para se “desligar” mentalmente, se movimentar, para estar com amigos, com a família, para passear, para relaxar, para fazer algo que goste e se distrair, para fazer exercício físico. O lazer complementa o trabalho, na medida em que o equilíbrio entre o bem estar emocional e físico vai ajudar no desempenho laboral. A frase não é minha mas é bem conhecida de todos, embora muitos não façam dela o seu estandarte: “Mente sã em corpo são”. O sedentarismo não nos conduz a um corpo são. E a preguiça também não, por isso há que os combater. É urgente querer mudar o nosso estilo de vida e incentivar o outro a fazê-lo também. Se não quisermos e se não nos ajudar-mos continuaremos cada vez mais encarcerados no sedentarismo.

Ainda vamos a tempo de mudar.